Pedra do Gorila, Roteiro de 4x4, Paisagens Incríveis e Almoço Outdoor

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     Salve galera, meu nome é Vadico...      Desta vez, decidi partilhar com vocês uma daquelas jornadas que resumem perfeitamente o espírito de ter um veículo todo-o-terreno: paisagens deslumbrantes, estradas desafiantes e, claro, um belo "rango" feito no meio da natureza. Peguei na minha companheira de aventuras — a minha caminhonete (ou camunetinha , como apelidamos) que comprei por volta de 2021 e ando a reformar desde então.      O plano do dia era simples, mas prometia: sair em direção a São Pedro, subir a serra, apontar o rumo à icónica Pedra do Gorila para preparar o almoço, descer por Ipeúna e regressar a casa. A Subida da Serra e os Primeiros Pontos de Paragem      Começámos a gravar o nosso trajeto no Wikiloc a partir da praça central de São Pedro. Deixando a cidade para trás, entrámos logo na subida da serra, que é simplesmente fantástica. Passámos pelo Deck Pica-Pau e pelo mirante perto da estátua do Crist...

O Último Dia no Caminho da Fé a Pé - A Chegada à Basílica e as Reflexões de um Peregrino

caminho da fe

    Deixar Gomeral para trás naquela manhã trouxe um misto de sentimentos. A pousada Cantinho das Pedrinhas nos acolheu super bem na noite anterior — com direito a uma truta deliciosa no jantar e um café da manhã reforçado, mas colocar os pés na estrada sabendo que era o último dia da nossa jornada trouxe uma atmosfera diferente. Um dia mais "xoxo", um pouco mais triste porque o Caminho da Fé estava terminando, mas profundamente feliz pelo destino que nos aguardava.

    O dia anterior tinha sido relativamente tranquilo, rodando entre 14 e 16 km. A descida exigiu um pouco da musculatura, e o sol forte castigou, mas superamos bem. Para a nossa despedida, tínhamos cerca de 20 km pela frente até a Basílica, com a meta de tentar chegar a tempo para a missa do meio-dia.

    Começamos o dia seguindo pelo asfalto, vendo a imensidão da serra ao fundo começar a se distanciar. Uma coisa que nos impressionou negativamente foi a quantidade de fumaça das queimadas. Tudo muito tapado, abafado e sem vento. A poluição infelizmente encobria a beleza natural da serra, mas nada que tirasse o nosso foco. Olhava para a frente e via os amigos peregrinos puxando o ritmo.

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Carregar a mochila ou ir com apoio?

    No meio do trecho, cruzamos com um grupo grande de peregrinos, cerca de 50 pessoas, que viajavam com uma estrutura de apoio. Muita gente me pergunta sobre o que acho disso. Sendo bem sincero, acho super válido para pessoas idosas, para quem tem medo ou alguma limitação física e não consegue carregar peso ou andar o trecho inteiro. Vi até umas senhoras simpáticas, as "irmãs Marias", que caminhavam livres e despachavam as mochilas com o suporte. Achei massa demais.

    Mas, para mim, o verdadeiro intuito do Caminho da Fé está na experiência raiz: carregar a sua própria mochila. É nessa vivência que você conhece gente nova, divide histórias e percebe que as suas dores não são nada perto dos problemas dos outros. O meu receio com o carro de apoio é que ele vire uma espécie de "bengala". Naquela hora em que o calo aperta, a dor no pé chega no limite e o cansaço bate forte, se o carro estiver ali do lado, a tentação de desistir e subir é gigante. Quando você só tem as suas próprias pernas e a sua mochila, você aguenta o perrengue e segue em frente.

A reta final: De Potim a Aparecida

    Faltando apenas 9 km para o objetivo, o corpo já dava sinais de exaustão. Aproveitamos para dar uma parada rápida e descansar perto de Potim. O pessoal estava meio desanimado pelo fim da jornada, mas sabíamos que cada passo ali era puro aprendizado. Cruzamos os trilhos, passamos pelas ruas estreitas, desviando dos carros subindo na guia e, finalmente, chegamos à ponte sobre o Rio Paraíba, que divide Potim de Aparecida. Ali faltavam apenas uns 3 km.

    E então, ela surgiu diante de nós.

    É simplesmente impressionante o tamanho da Basílica de Aparecida quando vista de perto por quem chega a pé. O coração acelera, o cansaço das pernas e os pés destruídos desaparecem instantaneamente. Missão cumprida. Jornada finalizada com absoluto sucesso.

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Dever cumprido e novas amizades

    Sair dali com o certificado na mão é uma sensação inexplicável de dever cumprido. Fica um pequeno aperto no coração porque um dos peregrinos do grupo não conseguiu concluir esse trecho final exato conosco, mas ele vai finalizar depois com a família dele, o que torna tudo ainda mais bonito e emocionante.

    A caminhada acabou, mas o que fica são as amizades verdadeiras que forjamos no asfalto e na terra. Foi só alegria!

    Agora é hora de descansar e já começar a planejar os próximos passos. Quem sabe, em breve, eu não tiro do papel o sonho de fazer o Caminho de Santiago de Compostela?

    Agradeço a todos que acompanharam essa jornada. Até a próxima estrada!

 

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 Bom Caminho!

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