Pedra do Gorila, Roteiro de 4x4, Paisagens Incríveis e Almoço Outdoor

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    Salve galera, meu nome é Vadico...

    Desta vez, decidi partilhar com vocês uma daquelas jornadas que resumem perfeitamente o espírito de ter um veículo todo-o-terreno: paisagens deslumbrantes, estradas desafiantes e, claro, um belo "rango" feito no meio da natureza. Peguei na minha companheira de aventuras — a minha caminhonete (ou camunetinha, como apelidamos) que comprei por volta de 2021 e ando a reformar desde então.

    O plano do dia era simples, mas prometia: sair em direção a São Pedro, subir a serra, apontar o rumo à icónica Pedra do Gorila para preparar o almoço, descer por Ipeúna e regressar a casa.

A Subida da Serra e os Primeiros Pontos de Paragem

    Começámos a gravar o nosso trajeto no Wikiloc a partir da praça central de São Pedro. Deixando a cidade para trás, entrámos logo na subida da serra, que é simplesmente fantástica. Passámos pelo Deck Pica-Pau e pelo mirante perto da estátua do Cristo. Lá no alto, o movimento é sempre grande, mas a vista compensa cada segundo.

    Ainda no asfalto, passámos pela entrada da rampa de voo livre (onde o pessoal salta de asa-delta e paraglider) com vista para a serra em direção a Piracicaba. Logo a seguir, acabou-se a moleza: entrámos na estrada de terra.

O Desafio da Terra batida, Areia e "Talco"

    O objetivo deste vídeo e do meu blog é mesmo este: trazer mais pessoas para este mundo do Overland, peregrinação e montanhismo. Para facilitar a vida a quem quer repetir a aventura, disponibilizo o meu trajeto do Wikiloc (uma troca justa por "1 litro de diesel" para ajudar a financiar as próximas aventuras!).

    A estrada até estava boa porque as máquinas tinham passado recentemente por causa das plantações de cana-de-açúcar, mas este terreno muda muito conforme a época do ano. Pelo caminho, fomos encontrando de tudo: zonas com cascalho grosso (colocado para evitar que os carros atolem na época das chuvas), subidas mais íngremes e os famosos trechos de "talco" (aquela areia super fina e fofa).

    Dica de condução: Se vierem num carro 4x4, da pra fazer o trecho de olhos fechados. Se vierem num carro convencional de tração dianteira, dá para passar? Dá dependendo da condição da estrada no dia, mas não podem ter muita pena do carro. Têm de vir sempre embalados, ter alguma malícia ao volante e desviar bem dos buracos para não bater com o cárter no chão.

Paradinha nas Cachoeiras e a Chegada à Pedra do Gorila

    Antes de chegarmos ao destino principal, fizemos uma parada ao lado da Cachoeira do Passa Cinco. O vale ali é impressionante, com paredões que devem ter mais de 70 metros de altura. Se olharem com atenção para o canyon, conseguem avistar várias quedas de água escondidas pela vegetação, embora o acesso até ao fundo seja muito difícil.

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    Seguindo caminho por entre uma plantação gigante de eucaliptos, finalmente avistámos a clareira da Pedra do Gorila. O visual lá de cima é deslumbrante, com uma vista panorâmica incrível onde se consegue avistar (dependendo do lado) Charqueada, Ipeúna e as silhuetas de Rio Claro e Itirapina ao longe.

Cozinhar com Vista de Milhões

    Com a camunetinha estacionada, foi hora de montar o acampamento para o almoço. A camunetinha está totalmente equipada para o meu estilo de atividade (escalada, canionismo, montanhismo, etc...) tenho lá dentro uma cama, fogão e utensílios, o que me dá uma autonomia enorme sem depender de camping.

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    Montei a mesa e as cadeiras à sombra, acendi um incenso no pneu para afastar os mosquitos e tirei os ingredientes da geleira. O menu do dia foi digno de um restaurante de cinco estrelas, mas com uma vista muito melhor:

Entrada de queijo cabacinha da Canastra e salame.

Um belo bife de entrecôte grelhado na hora.

Arroz bem solto e salada para acompanhar.

Para fechar em grande estilo: um café quentinho acompanhado por doce de leite.

    Nota de respeito pela natureza: Como sempre faço, antes de ir embora dei uma volta pelo espaço para recolher pelo menos 10 pedaços de plástico ou lixo deixados por outros visitantes, se cada um fizer um pouquinho, deixamos o planeta melhor. Vamos manter a natureza intacta!

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O Regresso Castigado por Ipeúna

    Depois do café, arrumámos tudo e iniciámos o regresso. Decidimos descer pela serra de Ipeúna. No caminho, passamos pelo Bar do Valentim (onde parávamos para comer uma coxinha quando treinava corrida na região). Mais a frente paramos na cachoeira dos Carros Caídos, um valizão impressionante onde, infelizmente, se conseguem ver carcaças de carros lá em baixo. Enfrentámos uma subida mais chata, cheia de cavas, que exige bastante do motor e balança um bucado para os carros com tração dianteira.

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    A descida de Ipeúna revelou-se a parte mais crítica do dia. A estrada está muito abandonada e mal cuidada, cheia de grandes pedras soltas e valas profundas, especialmente nas curvas. Sinceramente? Embora a paisagem envolvente seja linda, acredito que não compense se meter por ali com um carro normal, pois vai castigar demais sem necessidade. Para jipes e caminhonetes mais altas, passa tranquilo, mas sempre com muita cautela.

    E assim terminou mais uma aventura! Se quiserem que eu faça um vídeo ou um post específico a mostrar a Camunetinha por dentro, como monto a cama e organizo o espaço, deixem um comentário aqui em baixo.

    Não se esqueçam de partilhar este post com aquele amigo que também partilha desta paixão pelo fora de estrada.

Link do percurso no wikiloc: https://hotmart.com/pt-br/marketplace/produtos/pedra-do-gorila/L103743214O

 

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Até à próxima viagem e bons ventos!



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