Pedra do Gorila, Roteiro de 4x4, Paisagens Incríveis e Almoço Outdoor

Imagem
     Salve galera, meu nome é Vadico...      Desta vez, decidi partilhar com vocês uma daquelas jornadas que resumem perfeitamente o espírito de ter um veículo todo-o-terreno: paisagens deslumbrantes, estradas desafiantes e, claro, um belo "rango" feito no meio da natureza. Peguei na minha companheira de aventuras — a minha caminhonete (ou camunetinha , como apelidamos) que comprei por volta de 2021 e ando a reformar desde então.      O plano do dia era simples, mas prometia: sair em direção a São Pedro, subir a serra, apontar o rumo à icónica Pedra do Gorila para preparar o almoço, descer por Ipeúna e regressar a casa. A Subida da Serra e os Primeiros Pontos de Paragem      Começámos a gravar o nosso trajeto no Wikiloc a partir da praça central de São Pedro. Deixando a cidade para trás, entrámos logo na subida da serra, que é simplesmente fantástica. Passámos pelo Deck Pica-Pau e pelo mirante perto da estátua do Crist...

Meu 9° dia no Caminho da Fé a Pé – do Alto da Serra de Luminosa a Campos do Jordão, Visual Descomunal a Pés Cansados na Chegada

caminho da fe

    

    Se tem uma coisa que o Caminho da Fé nos ensina todos os dias é que a nossa jornada é feita de contrastes. O nono dia começou lá no alto, com a energia renovada, e terminou como um dos dias mais duros e exigentes para os meus pés até agora. Mas vamos do começo, porque cada quilômetro dessa história vale a pena ser contado.

A Saída da Pousada Panorâmica e as Conclusões do Dia Anterior

    Deixamos para trás a Pousada Panorâmica logo cedo. Que lugar fantástico! O visual de lá de cima é simplesmente descomunal, e o café da manhã reforçado nos deu o gás inicial necessário para encarar o que vinha pela frente. Nossa meta do dia era bater em Campos do Jordão, estimando algo em torno de 32 quilômetros de pernada.

    Olhando para trás, a nossa estratégia no dia anterior foi certeira. Saímos um pouco mais tarde da pousada Casa da Fazenda, tocamos num ritmo bom até Luminosa e paramos na padaria da praça para descansar até umas 14h30. Esse descanso estratégico nos poupou do pior horário do sol. Embora a subida de Luminosa seja, sem dúvidas, a mais dura do Caminho, a nossa divisão de trechos — começando com 20 a 25 km nos primeiros dias e puxando para médias de 30 km depois que o corpo fortaleceu — provou-se ideal. Em comparação com 2018, quando vim forçando médias de 40 km por dia, prolongar o percurso para 11 ou 12 dias tem sido uma escolha muito mais rica. Ouvir as histórias das pessoas na estrada faz a gente perceber que os nossos problemas não são nada perto do que os outros enfrentam.

Cruz de Pedra, Trilhas e o Apelo pelo Bom Senso

    Logo no início da manhã, passamos pela Cruz de Pedra, um dos pontos mais emblemáticos e espirituais de todo o percurso, marcando também a divisa entre Minas Gerais e São Paulo. A partir dali, o relevo seguiu naquele formato clássico que o peregrino conhece bem: um sobe e desce constante, cercado por lindos pinheiros e araucárias.

    Saímos na pista vicinal que liga São Bento do Sapucaí a Campos do Jordão e logo entramos em uma trilha de mata fechada. O lado bom? Uma sombra deliciosa que nos protegia do sol. O lado ruim? Ver de perto o impacto da falta de consciência ambiental de alguns peregrinos que passam por ali. Fiquei chocado com a quantidade de papel higiênico deixado nas margens da trilha e o acúmulo de sachês de gel de carboidrato jogados no chão — algo muito comum na galera da bike, mas que também envolve caminhantes. É triste ver isso, porque os donos das terras e os ambientalistas acabam querendo fechar esses acessos por causa da falta de educação de uma minoria que faz a opção pelo menor trecho do caminho.

    Outra coisa que me chamou a atenção foram as fitinhas amarradas nos troncos das árvores. Galera, amarrem na cerca, no mourão, mas não no tronco! Isso estrangula e pode matar a árvore. Vamos ter bom senso para preservar esse caminho lindo.

caminho da fe


O Perigo do Asfalto e uma Lição de 800 km nos Pés

    Saindo da trilha, passamos pelo Barão de Montez. Dali para frente, encaramos cerca de 4 km de asfalto em direção ao bairro de Campista. Para mim, esse é um dos trechos mais perigosos do Caminho devido ao tráfego de veículos. A minha dica de ouro aqui é simples: nunca dispute espaço com um carro. Viu que o veículo está vindo? Dá um passo para o lado, sobe na guia, espera ele passar e depois volta a caminhar. Para quem gosta de andar com fone de ouvido, esse é o momento de guardá-lo e redobrar a atenção.

    Ao final dessa descida no asfalto, na divisa entre São Bento e Campos, encontrei novamente o Zeca, um peregrino lá de espetacular. O cara já estava com nada menos que 800 quilômetros acumulados no pé, vindo de uma jornada longa. Perguntei qual era o segredo do calçado dele, e a resposta foi surpreendente: papete e meia! Enquanto muita gente sofre e chora usando botas pesadas, o Zeca estava rodando há 30 dias na estrada com o pé seco e sem nenhuma bolha sequer. Um exemplo vivo de simplicidade e resistência. Ele e outro amigo, cruzaram conosco esbanjando sorrisos e alegria o tempo todo. Que energia fantástica!

A Reta Final: O Pior Dia para os Meus Pés

    Depois de Campista, o asfalto deu uma trégua e voltamos para a terra, mas as subidas pareciam não ter fim. Sabe aquela sensação de que você vai dobrar a esquina e a estrada vai planar? Pois é, ela continuava subindo no meio das chácaras de Campos do Jordão.

    Quando finalmente entramos na área urbana e o solo mudou definitivamente para o asfalto duro da cidade, o impacto dele nos pés cobrou o seu preço. O asfalto não tem o mesmo amortecimento da terra, e cada passo parecia "amassar" a sola do meu pé. Talvez pelo cansaço acumulado da subida de Luminosa no dia anterior, somado à descida quente no asfalto de Campista, a verdade é que os meus pés começaram a queimar e a doer demais.

    Cruzei a avenida principal e passei pelo centrinho de Campos focado apenas em chegar à Pousada Primavera. Devo confessar: sem dúvida nenhuma, do ponto de vista físico e de dor nos pés, esse foi o pior dia de todos até aqui.

    Terminei a jornada colocando gelo e com os pés bastante inchados, aquela sensação de que o corpo chegou ao limite do dia. O Caminho da Fé é assim: ele te molda na dor, te ensina na superação e te acolhe na chegada. Agora é descansar, ver como o corpo vai reagir ao acordar amanhã e, aconteça o que acontecer, seguir em frente. A caminhada continua!

    "O maior aprendizado que levei desse dia foi entender o quanto é vital saber planejar, organizar e, acima de tudo, ter flexibilidade para alterar o próprio itinerário. Por causa do meu pé inchado e daquela caminhada manquitola, precisei recalcular toda a rota do dia seguinte, reduzindo o trecho para conseguir continuar. É exatamente essa virada de chave — saber adaptar o percurso sem perder a essência da jornada — que eu ensino detalhadamente no meu Curso Ser Peregrino!"


    Você sonha em fazer uma peregrinação, mas tem medo de não saber por onde começar? Preparei um curso completo, passo a passo, para você peregrinar com segurança, planejamento e propósito.

Link para o Curso Ser Peregrino: https://hotmart.com/pt-br/marketplace/produtos/ser-peregrino/C101218346Y 

 

Siga-nos:

Instagram: https://www.instagram.com/ser.peregrino 

Facebook: https://www.facebook.com/canaldovadico

TikTok: https://www.tiktok.com/@ser.peregrino

e-mail para parcerias: canaldovadico@gmail.com


Link para o vídeo no Youtube:


Bom Caminho!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Os Maiores Erros com Mochila na Peregrinação (E como evitá-los!)

Meu 2º dia no Caminho da Fé a Pé - de Andradas a Taguá, o Desafio Continua