Meu 11° dia no Caminho da Fé a Pé – da Serra de Gomeral ao planalto de Gomeral, Encarando as Descidas Rumo ao Vale
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Salve galera, meu nome é Vadico e seja bem-vindo a mais um relato da nossa jornada pelo Caminho da Fé. Hoje começamos o nosso 11º dia de caminhada, e antes de falar de hoje, preciso fechar como foi o dia de ontem. Deixamos Campos do Jordão e rodamos os primeiros 12 km naquele "modo falcatrua" de respeito (como bem diz o meu amigo David, do vlog do Peregrino) — pegamos um Uber para vencer esse começo. Depois disso, tacamos mais 14 km a pé até a Pousada Trutaria.
No geral, achei o trecho de ontem bem leve. É uma subida
longa, mas não é daquelas "pauladas" super inclinadas que te deixam
sem fôlego. Depois, pegamos uma descida um pouquinho puxada até as Pedrinhas,
mas viemos na boa, super tranquilo.
Pé na estrada: O planejamento do
11º dia
Logo cedo, nos despedimos da pousada com foco no novo
objetivo: caminhar entre 16 e 17 km até a Pousada Caminho da Pedrinha. O
dia começou na estrada de terra, prometendo transitar para o asfalto mais à
frente, com muita reta e, para a alegria dos joelhos (ou não!), bastante
descida.
O visual logo na saída é sensacional, com a serra imponente
ao fundo. Segui caminho com dois amigos peregrinos ditando o
ritmo na frente.
Papo de Peregrino: Os perigos
reais no trecho de Campos
Enquanto caminhávamos, aproveitamos para debater um assunto
muito polêmico e comentado pelos peregrinos: a segurança e os perigos do
trânsito na região de Campos do Jordão, que vai do centro até o horto. Muita
gente foca e alerta sobre a saída de Campos em direção ao Horto, que é uma
avenida bem movimentada. Eu confesso que sou suspeito para falar porque fiz
essa parte de Uber dessa vez, mas os meninos fizeram o trecho inteiramente a
pé.
Aproveitei para colher o depoimento deles.
Segundo eles, a caminhada em direção ao Horto acabou
sendo mais tranquila do que a chegada em Campista no dia anterior a Campos do
Jordão, trecho anterior que consideramos bem mais perigoso por causa da alta
velocidade dos carros e da falta de estrutura e acostamento da pista.
Eles destacaram que alguns fatores ajudaram muito:
O dia da semana: Como passamos por lá no meio da
semana (terça/quarta-feira), o trânsito de turistas estava praticamente zerado.
O horário: Saímos por volta das 8h da manhã, então o
fluxo comercial mais pesado já tinha aliviado.
A estrutura da pista: O caminho para o Horto conta com uma canaleta de escoamento de água muito bem-feita. São cerca de 40 cm de recuo que servem perfeitamente de refúgio para o peregrino se encolher quando um carro se aproxima.
A nossa dinâmica de segurança funcionou perfeitamente: quem estava na frente ia "cantando" os carros que vinham vindo. Ao sinal do aviso, a gente dava uma paradinha, se encolhia no cantinho ou descia na valeta, esperava o veículo passar e retomava o passo. Fica a dica de ouro: viu o carro vindo? Vá para o canto, entre no escoamento e não dê chance para o azar. Nunca tente disputar espaço com um carro, porque o pedestre sempre vai perder!
Admirando o Vale e a transição
para o asfalto
Continuando a jornada, passamos por um belo Mirante e
cruzamos um ponto de apoio muito simpático com café e restaurante. Dali para a
frente, começamos a descer forte em direção ao Gomeral. O visual do valezão é
de tirar o fôlego — olhar para trás e ver a imensidão da serra de onde tínhamos
acabado de descer faz todo o esforço valer a pena.
O chão de terra deu lugar ao bloquete e, logo em seguida, virou asfalto definitivo. Já dentro do vale, o sol começou a apertar no retão, mas o visual da serra ao fundo continuava nos acompanhando.
Reta final e a recompensa do dia
Já no asfalto, cruzamos pela famosa Pousada do Seu Agenor.
Faltando cerca de 6 km para o nosso destino final, decidimos fazer uma parada
estratégica ali para comer um lanchinho, tomar um refrigerante trincando de
gelado e dar aquela relaxada merecida nas pernas.
Com as energias recarregadas, encaramos o último esticão de asfalto rumo ao quilômetro 18, onde ficava a nossa pousada do dia. Mais um dia concluído com sucesso, paisagens incríveis na memória e a gratidão de vivenciar o Caminho da Fé.
E você, já passou por esse trecho? Sentiu medo na saída de Campos ou achou tranquilo? Deixe seu comentário aqui embaixo e vamos trocar experiências!
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não saber por onde começar? Preparei um curso completo, passo a passo, para
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Bom Caminho!
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