Pedra do Gorila, Roteiro de 4x4, Paisagens Incríveis e Almoço Outdoor

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     Salve galera, meu nome é Vadico...      Desta vez, decidi partilhar com vocês uma daquelas jornadas que resumem perfeitamente o espírito de ter um veículo todo-o-terreno: paisagens deslumbrantes, estradas desafiantes e, claro, um belo "rango" feito no meio da natureza. Peguei na minha companheira de aventuras — a minha caminhonete (ou camunetinha , como apelidamos) que comprei por volta de 2021 e ando a reformar desde então.      O plano do dia era simples, mas prometia: sair em direção a São Pedro, subir a serra, apontar o rumo à icónica Pedra do Gorila para preparar o almoço, descer por Ipeúna e regressar a casa. A Subida da Serra e os Primeiros Pontos de Paragem      Começámos a gravar o nosso trajeto no Wikiloc a partir da praça central de São Pedro. Deixando a cidade para trás, entrámos logo na subida da serra, que é simplesmente fantástica. Passámos pelo Deck Pica-Pau e pelo mirante perto da estátua do Crist...

Meu 11° dia no Caminho da Fé a Pé – da Serra de Gomeral ao planalto de Gomeral, Encarando as Descidas Rumo ao Vale

caminho da fe

    Salve galera, meu nome é Vadico e seja bem-vindo a mais um relato da nossa jornada pelo Caminho da Fé. Hoje começamos o nosso 11º dia de caminhada, e antes de falar de hoje, preciso fechar como foi o dia de ontem. Deixamos Campos do Jordão e rodamos os primeiros 12 km naquele "modo falcatrua" de respeito (como bem diz o meu amigo David, do vlog do Peregrino) — pegamos um Uber para vencer esse começo. Depois disso, tacamos mais 14 km a pé até a Pousada Trutaria.

    No geral, achei o trecho de ontem bem leve. É uma subida longa, mas não é daquelas "pauladas" super inclinadas que te deixam sem fôlego. Depois, pegamos uma descida um pouquinho puxada até as Pedrinhas, mas viemos na boa, super tranquilo.

Pé na estrada: O planejamento do 11º dia

    Logo cedo, nos despedimos da pousada com foco no novo objetivo: caminhar entre 16 e 17 km até a Pousada Caminho da Pedrinha. O dia começou na estrada de terra, prometendo transitar para o asfalto mais à frente, com muita reta e, para a alegria dos joelhos (ou não!), bastante descida.

    O visual logo na saída é sensacional, com a serra imponente ao fundo. Segui caminho com dois amigos peregrinos ditando o ritmo na frente.

Papo de Peregrino: Os perigos reais no trecho de Campos

    Enquanto caminhávamos, aproveitamos para debater um assunto muito polêmico e comentado pelos peregrinos: a segurança e os perigos do trânsito na região de Campos do Jordão, que vai do centro até o horto. Muita gente foca e alerta sobre a saída de Campos em direção ao Horto, que é uma avenida bem movimentada. Eu confesso que sou suspeito para falar porque fiz essa parte de Uber dessa vez, mas os meninos fizeram o trecho inteiramente a pé.

    Aproveitei para colher o depoimento deles.

    Segundo eles, a caminhada em direção ao Horto acabou sendo mais tranquila do que a chegada em Campista no dia anterior a Campos do Jordão, trecho anterior que consideramos bem mais perigoso por causa da alta velocidade dos carros e da falta de estrutura e acostamento da pista.

    Eles destacaram que alguns fatores ajudaram muito:

O dia da semana: Como passamos por lá no meio da semana (terça/quarta-feira), o trânsito de turistas estava praticamente zerado.

O horário: Saímos por volta das 8h da manhã, então o fluxo comercial mais pesado já tinha aliviado.

A estrutura da pista: O caminho para o Horto conta com uma canaleta de escoamento de água muito bem-feita. São cerca de 40 cm de recuo que servem perfeitamente de refúgio para o peregrino se encolher quando um carro se aproxima.

A nossa dinâmica de segurança funcionou perfeitamente: quem estava na frente ia "cantando" os carros que vinham vindo. Ao sinal do aviso, a gente dava uma paradinha, se encolhia no cantinho ou descia na valeta, esperava o veículo passar e retomava o passo. Fica a dica de ouro: viu o carro vindo? Vá para o canto, entre no escoamento e não dê chance para o azar. Nunca tente disputar espaço com um carro, porque o pedestre sempre vai perder!

Admirando o Vale e a transição para o asfalto

    Continuando a jornada, passamos por um belo Mirante e cruzamos um ponto de apoio muito simpático com café e restaurante. Dali para a frente, começamos a descer forte em direção ao Gomeral. O visual do valezão é de tirar o fôlego — olhar para trás e ver a imensidão da serra de onde tínhamos acabado de descer faz todo o esforço valer a pena.

caminho da fe

    O chão de terra deu lugar ao bloquete e, logo em seguida, virou asfalto definitivo. Já dentro do vale, o sol começou a apertar no retão, mas o visual da serra ao fundo continuava nos acompanhando.

Reta final e a recompensa do dia

    Já no asfalto, cruzamos pela famosa Pousada do Seu Agenor. Faltando cerca de 6 km para o nosso destino final, decidimos fazer uma parada estratégica ali para comer um lanchinho, tomar um refrigerante trincando de gelado e dar aquela relaxada merecida nas pernas.

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    Com as energias recarregadas, encaramos o último esticão de asfalto rumo ao quilômetro 18, onde ficava a nossa pousada do dia. Mais um dia concluído com sucesso, paisagens incríveis na memória e a gratidão de vivenciar o Caminho da Fé.

    E você, já passou por esse trecho? Sentiu medo na saída de Campos ou achou tranquilo? Deixe seu comentário aqui embaixo e vamos trocar experiências!


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Bom Caminho!

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