Meu 7° dia no Caminho da Fé a Pé - de Consolação a Paraisópolis, Sol, Desafios e Superação
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Salve galera, me nome é Vadico.
Se tem uma coisa que o Caminho da Fé nos ensina logo
cedo, é que cada dia traz sua própria lição. O sexto dia tinha sido pesado —
para ser sincero, tinha sido o dia mais duro para mim até ali, e olha que a
gente nem tinha passado pela serra de Luminosa ainda. Mas acordamos bem no
sétimo dia. As pernas estavam respondendo legal, provando que a nossa
estratégia de dosar o ritmo no início e fazer trechos menores para ganhar
volume funcionou perfeitamente.
Deixamos para trás a pousada bem cedinho, passamos pela
igrejinha da cidade e logo pegamos uma baixada. O plano para a jornada eram 29
km até o nosso destino final, com uma parada estratégica programada em
Paraisópolis. Eu estava ansioso por essa parada: o Davi (do canal Vlog do
Peregrino) tinha deixado uma dica de ouro sobre um pastel doce de goiabada,
queijo e canela no Mercadão Municipal de lá. Eu estava decidido a conferir e
agradecer a dica! Depois de Paraisópolis, nosso destino seria a Pousada da
Fazenda, indicação do meu grande amigo Guto.
O Asfalto e o Início das Subidas
Começamos o dia caminhando por um trecho de asfalto. Aquela
dinâmica clássica: ora tem acostamento, ora não tem. Quando vínhamos um carro
vindo de frente, o jeito era subir no mato, esperar passar e voltar a marchar.
Mas logo pegamos a entrada à direita para mergulhar na estrada de terra, graças
a Deus, odeio asfalto.
O visual ali é bonito demais e traz uma paz inexplicável.
Olhando para trás, dava para ver os meninos me acompanhando. Passamos por um
bairro bucólico, descemos, contornamos e seguimos em frente. No meio do
caminho, passamos pela vendinha do Seu João e tomamos um sorvete por ali com
prosa boa, cruzamos o que parecia ser um haras e continuamos a jornada.
No meio do trajeto, encontramos uma bica d'água. Deixo aqui
um conselho de peregrino: cuidado ao coletar água sem saber a procedência
exata. Com tanto gado pastando nos morros acima, o risco de um
"chabu" ou desconforto intestinal é alto. Facilitar nessa hora pode
custar dias de viagem — ou até a viagem inteira! Se não tiver certeza, filtre
ou use pastilhas de clorin para purifica-la.
A Serrinha Sem Fim e o Sol de Rachar
A partir dali, pegamos a direita e encaramos o que parecia
um morro sem fim. Uma serrinha daquelas de testar o psicológico, onde Consolação
vai ficando para trás e você só vê subida. E para ajudar, o sol resolveu
estalar. Antes mesmo das 10h30 da manhã, o calor já estava de rachar e o maior
desafio desse trecho até Paraisópolis é que quase não existe sombra. É você, o
chapéu e o topo do morro.
No meio do sufoco da subida castigante, encontramos outra
bica d'água. Olhei lá para o alto e vi a placa do Sítio Santa Bárbara. Fica
aqui o meu agradecimento sincero aos proprietários por disponibilizarem aquela
água. Estava incrivelmente gelada e fez toda a diferença do mundo porque o sol
estava de matar.
No alto da serra, fomos recebidos por uma cantoria linda de
um bando de Passo-Preto em uma árvore frondosa ao lado de uma capelinha
charmosa. Cruzamos com o pessoal do pedal vindo de Americana e logo avistamos
as setas amarelas indicando que faltavam 3 km para o ponto de apoio.
Parada no Restaurante Seta Amarela e Visões da Pedra do
Baú
Quando finalmente começamos a descer em direção a
Paraisópolis, os joelhos e os pés começaram a pedir água. Mas a recompensa veio
logo em seguida: paramos no Restaurante Seta Amarela. Galera, que espetáculo!
Mandamos ver num pão com linguiça caprichado (com queijo, alface e tomate),
acompanhado de um guaraná trincando de gelado. É o tipo de refeição que
recarrega a alma do peregrino. Não tenho costume de comer comida pronta,
porque quando volto a caminhar fico conversando com ela e não me sinto bem.
O que me impressionou muito nesse trecho é como o Caminho
mudou. Anos atrás, quando passei por aqui, não existia quase nada de estrutura.
Agora está cheio de pontos de apoio excelentes, o que permite ao peregrino
planejar melhor a hidratação e caminhar carregando bem menos peso nas
costas.
Ao fundo, a paisagem já nos presenteava com a imponência do
complexo do Baú, a mística Pedra do Baú, Bauzinho e Ana Chata. É para lá que
nós iríamos nos aproximar no dia seguinte, antes de tocar rumo a Campos do
Jordão.
A Chegada a Paraisópolis e a Reta Final
Depois do almoço, encaramos um "tijolinho de subida na
poeira". Sabe como é: depois de uma grande descida, sempre vem uma subida
para estragar o ritmo! Toda vez que passo por esse trecho eu lembro desse
morrinho. O relógio já marcava quase 14h e o sol continuava castigando sem dó.
Chegamos a um mirante espetacular com vista panorâmica para
Paraisópolis. Lá embaixo dava para ver a imponente catedral e o mercadão.
Descemos focados no sonhado pastel, mas, por ser domingo, descobri que o
Mercadão estava em reforma e fechado. O jeito vai ser voltar outra vez para
cobrar esse pastel do Davi! Cruzamos a cidade, que estava com uma praça verde
linda e muito bem cuidada.
Saindo de Paraisópolis em direção à reta final do dia,
voltamos para a pista até acessar novamente a estrada de terra. Faltando cerca
de 3 km, e para quem achava que os morros tinham acabado, o Caminho nos
reservava mais uma subidinha "pequena" para fechar o dia com chave de
ouro.
Lá do alto, o visual do mirante compensou cada gota de suor.
De longe, conseguimos avistar o nosso porto seguro: a Pousada da Fazenda,
incrustada no vale com um visual animal.
Sétimo dia concluído com sucesso, coração cheio de gratidão e pernas prontas para o que vem pela frente. Porque amanhã... amanhã o destino é a serra de Luminosa e a subida promete!
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não saber por onde começar? Preparei um curso completo, passo a passo, para
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Bom Caminho!
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