Pedra do Gorila, Roteiro de 4x4, Paisagens Incríveis e Almoço Outdoor

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     Salve galera, meu nome é Vadico...      Desta vez, decidi partilhar com vocês uma daquelas jornadas que resumem perfeitamente o espírito de ter um veículo todo-o-terreno: paisagens deslumbrantes, estradas desafiantes e, claro, um belo "rango" feito no meio da natureza. Peguei na minha companheira de aventuras — a minha caminhonete (ou camunetinha , como apelidamos) que comprei por volta de 2021 e ando a reformar desde então.      O plano do dia era simples, mas prometia: sair em direção a São Pedro, subir a serra, apontar o rumo à icónica Pedra do Gorila para preparar o almoço, descer por Ipeúna e regressar a casa. A Subida da Serra e os Primeiros Pontos de Paragem      Começámos a gravar o nosso trajeto no Wikiloc a partir da praça central de São Pedro. Deixando a cidade para trás, entrámos logo na subida da serra, que é simplesmente fantástica. Passámos pelo Deck Pica-Pau e pelo mirante perto da estátua do Crist...

Meu 7° dia no Caminho da Fé a Pé - de Consolação a Paraisópolis, Sol, Desafios e Superação

caminho da fe

    Salve galera, me nome é Vadico.

    Se tem uma coisa que o Caminho da Fé nos ensina logo cedo, é que cada dia traz sua própria lição. O sexto dia tinha sido pesado — para ser sincero, tinha sido o dia mais duro para mim até ali, e olha que a gente nem tinha passado pela serra de Luminosa ainda. Mas acordamos bem no sétimo dia. As pernas estavam respondendo legal, provando que a nossa estratégia de dosar o ritmo no início e fazer trechos menores para ganhar volume funcionou perfeitamente.

    Deixamos para trás a pousada bem cedinho, passamos pela igrejinha da cidade e logo pegamos uma baixada. O plano para a jornada eram 29 km até o nosso destino final, com uma parada estratégica programada em Paraisópolis. Eu estava ansioso por essa parada: o Davi (do canal Vlog do Peregrino) tinha deixado uma dica de ouro sobre um pastel doce de goiabada, queijo e canela no Mercadão Municipal de lá. Eu estava decidido a conferir e agradecer a dica! Depois de Paraisópolis, nosso destino seria a Pousada da Fazenda, indicação do meu grande amigo Guto.

O Asfalto e o Início das Subidas

    Começamos o dia caminhando por um trecho de asfalto. Aquela dinâmica clássica: ora tem acostamento, ora não tem. Quando vínhamos um carro vindo de frente, o jeito era subir no mato, esperar passar e voltar a marchar. Mas logo pegamos a entrada à direita para mergulhar na estrada de terra, graças a Deus, odeio asfalto.

    O visual ali é bonito demais e traz uma paz inexplicável. Olhando para trás, dava para ver os meninos me acompanhando. Passamos por um bairro bucólico, descemos, contornamos e seguimos em frente. No meio do caminho, passamos pela vendinha do Seu João e tomamos um sorvete por ali com prosa boa, cruzamos o que parecia ser um haras e continuamos a jornada.

    No meio do trajeto, encontramos uma bica d'água. Deixo aqui um conselho de peregrino: cuidado ao coletar água sem saber a procedência exata. Com tanto gado pastando nos morros acima, o risco de um "chabu" ou desconforto intestinal é alto. Facilitar nessa hora pode custar dias de viagem — ou até a viagem inteira! Se não tiver certeza, filtre ou use pastilhas de clorin para purifica-la.

A Serrinha Sem Fim e o Sol de Rachar

    A partir dali, pegamos a direita e encaramos o que parecia um morro sem fim. Uma serrinha daquelas de testar o psicológico, onde Consolação vai ficando para trás e você só vê subida. E para ajudar, o sol resolveu estalar. Antes mesmo das 10h30 da manhã, o calor já estava de rachar e o maior desafio desse trecho até Paraisópolis é que quase não existe sombra. É você, o chapéu e o topo do morro.

    No meio do sufoco da subida castigante, encontramos outra bica d'água. Olhei lá para o alto e vi a placa do Sítio Santa Bárbara. Fica aqui o meu agradecimento sincero aos proprietários por disponibilizarem aquela água. Estava incrivelmente gelada e fez toda a diferença do mundo porque o sol estava de matar.

    No alto da serra, fomos recebidos por uma cantoria linda de um bando de Passo-Preto em uma árvore frondosa ao lado de uma capelinha charmosa. Cruzamos com o pessoal do pedal vindo de Americana e logo avistamos as setas amarelas indicando que faltavam 3 km para o ponto de apoio.

Parada no Restaurante Seta Amarela e Visões da Pedra do Baú

    Quando finalmente começamos a descer em direção a Paraisópolis, os joelhos e os pés começaram a pedir água. Mas a recompensa veio logo em seguida: paramos no Restaurante Seta Amarela. Galera, que espetáculo! Mandamos ver num pão com linguiça caprichado (com queijo, alface e tomate), acompanhado de um guaraná trincando de gelado. É o tipo de refeição que recarrega a alma do peregrino. Não tenho costume de comer comida pronta, porque quando volto a caminhar fico conversando com ela e não me sinto bem.

    O que me impressionou muito nesse trecho é como o Caminho mudou. Anos atrás, quando passei por aqui, não existia quase nada de estrutura. Agora está cheio de pontos de apoio excelentes, o que permite ao peregrino planejar melhor a hidratação e caminhar carregando bem menos peso nas costas.

    Ao fundo, a paisagem já nos presenteava com a imponência do complexo do Baú, a mística Pedra do Baú, Bauzinho e Ana Chata. É para lá que nós iríamos nos aproximar no dia seguinte, antes de tocar rumo a Campos do Jordão.

A Chegada a Paraisópolis e a Reta Final

    Depois do almoço, encaramos um "tijolinho de subida na poeira". Sabe como é: depois de uma grande descida, sempre vem uma subida para estragar o ritmo! Toda vez que passo por esse trecho eu lembro desse morrinho. O relógio já marcava quase 14h e o sol continuava castigando sem dó.

    Chegamos a um mirante espetacular com vista panorâmica para Paraisópolis. Lá embaixo dava para ver a imponente catedral e o mercadão. Descemos focados no sonhado pastel, mas, por ser domingo, descobri que o Mercadão estava em reforma e fechado. O jeito vai ser voltar outra vez para cobrar esse pastel do Davi! Cruzamos a cidade, que estava com uma praça verde linda e muito bem cuidada.

    Saindo de Paraisópolis em direção à reta final do dia, voltamos para a pista até acessar novamente a estrada de terra. Faltando cerca de 3 km, e para quem achava que os morros tinham acabado, o Caminho nos reservava mais uma subidinha "pequena" para fechar o dia com chave de ouro.

    Lá do alto, o visual do mirante compensou cada gota de suor. De longe, conseguimos avistar o nosso porto seguro: a Pousada da Fazenda, incrustada no vale com um visual animal.

caminho da fe


    Sétimo dia concluído com sucesso, coração cheio de gratidão e pernas prontas para o que vem pela frente. Porque amanhã... amanhã o destino é a serra de Luminosa e a subida promete!

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Bom Caminho!

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