Pedra do Gorila, Roteiro de 4x4, Paisagens Incríveis e Almoço Outdoor

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     Salve galera, meu nome é Vadico...      Desta vez, decidi partilhar com vocês uma daquelas jornadas que resumem perfeitamente o espírito de ter um veículo todo-o-terreno: paisagens deslumbrantes, estradas desafiantes e, claro, um belo "rango" feito no meio da natureza. Peguei na minha companheira de aventuras — a minha caminhonete (ou camunetinha , como apelidamos) que comprei por volta de 2021 e ando a reformar desde então.      O plano do dia era simples, mas prometia: sair em direção a São Pedro, subir a serra, apontar o rumo à icónica Pedra do Gorila para preparar o almoço, descer por Ipeúna e regressar a casa. A Subida da Serra e os Primeiros Pontos de Paragem      Começámos a gravar o nosso trajeto no Wikiloc a partir da praça central de São Pedro. Deixando a cidade para trás, entrámos logo na subida da serra, que é simplesmente fantástica. Passámos pelo Deck Pica-Pau e pelo mirante perto da estátua do Crist...

Meu 6° dia no Caminho da Fé a Pé – do Pântano dos Teodoros à Serra do Caçador e a Chegada em Consolação

caminho da fe


    Salve galera, meu nome é Vadico.

    Sejam bem-vindos a mais um relato da minha jornada no Caminho da Fé a Pé. Hoje dou início ao meu sexto dia de caminhada (completando as conclusões do quinto dia), partindo da Pousada São Francisco, na Fazenda Velha. Para mim, a região onde passamos a noite e o amanhecer seguinte guardam um dos visuais mais bonitos de todo o circuito. A pousada foi top e o amanhecer no Vale do Pântano dos Teodoros é algo de tirar o fôlego.

    Olhando para trás, o trecho anterior foi duro — arrisco dizer que foi o mais difícil antes de chegarmos na famosa serra de Luminosa. O cálculo da água foi no limite; se o percurso tivesse mais 5 km, eu teria ficado sem. Mas a lição foi aprendida. O plano para hoje: 11 km até Estiva e, depois, mais 18 km até Consolação. As pernas estavam boas, sem nenhuma dor absurda, e o ritmo estava rendendo ao lado dos amigos peregrinos que fiz no caminho.

Dica de Ouro: Como caminhar com segurança em estradas de terra

    Enquanto descíamos o vale, aproveitei para registrar algumas dicas de segurança que considero essenciais para qualquer peregrino:

    Curvas nas vicinais: Faça sempre a curva pela tangente de fora. Evite o lado de dentro, pois se um carro ou moto vier fechando a curva na direção oposta, o risco de acidente é alto. Pelo lado de fora, a visibilidade para o motorista é muito melhor.

    Nas retas: Caminhe sempre na contramão. É fundamental ver o veículo vindo de frente. Se você estiver de costas e o motorista estiver distraído ou no celular, você não terá tempo de reagir e pular para o acostamento.

    Preserve as articulações: Nos grandes retões, tente caminhar na parte mais plana (geralmente o meio) da estrada de terra. As laterais costumam ser abauladas (inclinadas), o que faz com que uma perna fique mais alta que a outra. Em uma jornada de 330 km pelo Caminho da Fé, são milhares de passos forçando os joelhos e articulações de forma errada, sem contar o peso da mochila. Poupar o corpo faz toda a diferença.

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O Trecho de Estiva e a "Janela do Céu"

    Após uma subidinha curta e grossa, daquelas chatinhas, entramos na cidade de Estiva para uma pausa estratégica na Padaria do Poca para um lanche rápido.

    Saindo de Estiva, o destino final era Consolação, mas antes teríamos que encarar a temida Serra do Caçador. O visual lá de baixo assusta, mas a beleza compensa. Pelo caminho, passei pelo Bairro Boa Vista e o Bairro São Bento, vendo a serra se revelar aos poucos em três "lançantes" (subidas) bem marcados. Na subida mais íngreme, o cansaço bate forte, o calor castiga, mas placas motivacionais ao longo do caminho nos lembram do quão especial é estar ali.

    No topo da serra, fomos recompensados na capelinha e no ponto de apoio "Janela do Céu", onde paramos para recuperar as energias com um pastel e um suco de morango magnífico. Lá em cima, cruzei dois rapazes que estão fazendo o Caminho plantando mudas de Ipê — uma iniciativa fantástica de preservação.

Chuva Abençoada e a Descida para Consolação

    Na descida da serra, fomos surpreendidos por uma chuvinha boa. Embora estivesse um mormaço abafado por conta do vapor que subia do chão quente, a água serviu para acalmar a poeira e lavar a nossa alma.

    O trecho final antes de Consolação reserva um "baixadão" duro. Para piorar um pouco, a descida é asfaltada, o que gera um bafo quente medonho e força bastante o joelho. Mas, avistando a cidade por trás das árvores, esquecemos a dor.

    Finalmente chegamos a Consolação! Agora o plano é encontrar a Pousada, tomar um banho e capotar na cama, porque o dia hoje foi puxado, mas absolutamente recompensador.

 

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Bom Caminho!

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