Pedra do Gorila, Roteiro de 4x4, Paisagens Incríveis e Almoço Outdoor

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     Salve galera, meu nome é Vadico...      Desta vez, decidi partilhar com vocês uma daquelas jornadas que resumem perfeitamente o espírito de ter um veículo todo-o-terreno: paisagens deslumbrantes, estradas desafiantes e, claro, um belo "rango" feito no meio da natureza. Peguei na minha companheira de aventuras — a minha caminhonete (ou camunetinha , como apelidamos) que comprei por volta de 2021 e ando a reformar desde então.      O plano do dia era simples, mas prometia: sair em direção a São Pedro, subir a serra, apontar o rumo à icónica Pedra do Gorila para preparar o almoço, descer por Ipeúna e regressar a casa. A Subida da Serra e os Primeiros Pontos de Paragem      Começámos a gravar o nosso trajeto no Wikiloc a partir da praça central de São Pedro. Deixando a cidade para trás, entrámos logo na subida da serra, que é simplesmente fantástica. Passámos pelo Deck Pica-Pau e pelo mirante perto da estátua do Crist...

Meu 5° dia no Caminho da Fé a Pé – de Borda da Mata a Faz. Velha, da Porteira do Céu às Lições de Desapego do Tempo

caminho da fe

    Depois de uma noite de sono perfeito na Pousada São Pedro — com direito a colchão novo, comida espetacular e uma piscininha trincando de fria que zerou o cansaço das minhas pernas —, acordei renovado para encarar o nosso quinto dia do Caminho da Fé a Pé com 29 kms. O destino final seria Fazenda Velha distrito de Estiva, mas o dia prometia grandes desafios físicos e, acima de tudo, grandes ensinamentos.

Cruzando Borda da Mata e a mística "Porteira do Céu"

    Saindo da pousada, encaramos uma subidinha leve e logo começamos a descer em direção a Borda da Mata. Cruzamos o centro da cidade, passamos pela belíssima igreja matriz e seguimos firmes rumo a um dos pontos mais emblemáticos desse trecho: a famosa Porteira do Céu.

    O visual da serra ao redor é impressionante, mas o sol não dá trégua. Antes de começar a subida principal, cruzamos a pista e planejamos uma parada estratégica. A subida da Porteira do Céu é daquelas para testar o fôlego e o coração. No meio do caminho, paramos na Família Nave para tomar o indispensável "suco do peregrino". Estava tão gostoso e o calor tão castigante que eu tomei tudo num gole só, nem deu tempo de pensar! Descansamos aqueles 5 minutinhos sagrados para não deixar o corpo esfriar e voltamos para o morro.

    Chegar ao topo da Porteira do Céu traz uma paz indescritível. Lá em cima, ao lado da capela de Nossa Senhora, a gente olha para trás, vê Borda da Mata bem longe no fundo do vale e entende o tamanho da nossa força. O visual é simplesmente deslumbrante.

Morangos, descidas íngremes e Tocos do Moji

    A partir dali, a paisagem ganha um charme a mais com as imensas plantações de morango que colorem as encostas na lateral do caminho. Passamos pelo bairro Capinzal e pela charmosa Capela de São Francisco, que estava toda arrumadinha pela comunidade.

    Se a subida exige do pulmão, a descida exige o dobro dos joelhos do peregrino. Encaramos uma descida daquelas bem íngremes, ou "ingride", como dizem os mineiros, até finalmente entrarmos em Tocos do Moji. Passamos pela clássica pastelaria do Zé Bastião, mas a jornada ainda não tinha terminado. Na saída da cidade, uma subidona doidinha em zigue-zague nos desafiou novamente, deixando Tocos ao fundo, pequenininha no vale.

caminho da fe

A maior lição do dia: O Caminho não é uma competição

    Enquanto eu subia aquele morro interminável sob o sol, olhando um peregrino amigo avançar lá na frente e guardando na memória cada imagem daquele entardecer, comecei a refletir sobre o verdadeiro propósito de estar aqui.

    No caminho, fiz amizade com dois peregrinos fantásticos. Eles caminham em uma vibe completamente diferente: acordam cedinho, andam devagar ("a meio por hora"), param nos sítios de morango para conversar com os produtores, tomam uma água de coco nos barzinhos e chegam tarde ao destino. A amizade deles e a bagagem que carregam me trouxeram um estalo.

    Inicialmente, eu tinha planejado fazer o Caminho da Fé em 11 dias, mas decidi esticar para 12. Sabe por quê? Porque o Caminho não é uma disputa de ego para ver quem chega em 7, 8 ou 9 dias. Quanto mais tempo você passa no Caminho, mais conhecimento, vivência e aprendizado você adquire. Quando paramos para ouvir as pessoas, percebemos que os nossos problemas não são nada perto do que os outros já passaram. A troca de informações cura a gente. Por isso, a minha dica de ouro para quem está planejando essa jornada é: não corra, saboreie o percurso.

    Terminamos o dia caminhando mais de 29 km, passando pela Fazenda Velha com o sol se pondo no horizonte, passamos pela Pousada da Dona Vilma para tomar mais um suco de morango (o melhor do caminho) e fomos fechar o dia na Pousada São Pedro e agradecer. Foram subidas duras, mas o visual e a evolução espiritual compensam cada gota de suor.

Com fé no Pai, o caminho segue!

    Gostou de acompanhar o relato do 5° dia? Não se esqueça de deixar seu comentário aqui embaixo, compartilhar com aquele amigo que sonha em ser peregrino e se inscrever nas minhas redes para não perder os próximos passos dessa jornada!

 

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Bom Caminho!

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