Meu 4° dia no Caminho da Fé a Pé – de Inconfidentes a Borda da Mata
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Salve, galera! Meu nome é Vadico.
Hoje o dia começou cedinho saindo de Inconfidentes. Mas
antes de falar do chão que pisamos hoje, preciso fechar o capítulo de ontem e
fazer um agradecimento justo. Nós ficamos na Pousada Santa Varanda (da
Tábata!) e, olha... que recepção! A comida estava simplesmente excepcional, a
hospedagem super confortável e ela é gente boa demais. Se você estiver
planejando o seu Caminho, fica a dica: vale super a pena parar por lá.
O preço do asfalto e as primeiras bolhas
Acordei com uma lembrança de ontem: uma bolha chata no
dedão. Quem faz o Caminho da Fé a Pé sabe que elas fazem parte, mas já
estou preparando um vídeo atualizado para o canal com algumas técnicas novas
que os peregrinos tem usado para tratar e prevenir.
Logo na saída da cidade, pegamos um trechinho de pista. É
uma caminhada meio chata por causa do barulho do tráfego e dos motoqueiros que
às vezes passam zunindo colados na gente. Mas a recompensa vem logo em seguida,
quando finalmente entramos na estrada de terra e o silêncio da natureza assume
o controle.
No meio do caminho, paramos na barraca do coco. Que
parada abençoada! O melhor coco do mundo, geladinho, e uma conversa boa que
recarrega as energias de qualquer peregrino, fica longo quando saímos da
pista e entramos na estrada de terra.
A Paz do Córrego da Onça
O dia de hoje foi programado para ser mais leve, cerca de 20
km até Borda da Mata, porque eu sei que amanhã o bicho pega e começam as
"pauladas" de verdade. Mesmo sendo um trecho mais tranquilo, o sol
estava de rachar e castigou um pouco na subida.
Depois de vencer o primeiro morro e pegar uma descida,
entramos na subida do Córrego da Onça, acompanhando o riachinho. Cara,
esse lugar me traz uma paz tão grande... Toda vez que passo por aqui, sinto uma
energia diferente. É bom demais!
Planejamento e Equipamento: Onde a maioria peca
Aproveitei que os meninos ficaram um pouco mais para trás
para refletir sobre algo que tenho visto muito nessa jornada: a falta de
planejamento e a escolha errada de equipamentos.
Cruzei com peregrinos que vieram de muito longe, que
simplesmente pegaram o trajeto do site e se jogaram, sem uma programação
adequada para o próprio ritmo. Fazer médias absurdas de quilometragem logo de
cara arrebenta o corpo. O ideal é manter uma média de 20 km por dia no início
para o corpo ir acostumando. O Caminho é duro, mas conforme você ganha
experiência e o corpo fortalece, ele vai se tornando mais fácil.
Em 2018, eu sofri horrores nessa mesma subida que fiz hoje.
Na minha mente, ela tinha ficado gravada como um monstro. Hoje, mais experiente
e com o ritmo certo, subi batendo papo e nem percebi o cansaço. É tudo questão
de ritmo e cabeça.
Outro ponto crítico é a mochila e o calçado:
Mochilas sem regulagem: Vi uma galera sofrendo com mochilas
caras de marcas famosas que não tinham regulagem de altura do costado. O
pessoal tinha que soltar a alça quase inteira para tentar apoiar o peso no
quadril.
O erro do calçado e da mochila feminina: Ontem na
pousada parecia um hospital, todo mundo furando bolhas enormes nos pés por
causa do uso incorreto de botas rígidas ou falta de antiatrito (eu mesmo
vacilei, economizei no antiatrito que vazou na mochila e ganhei uma
bolha!). Para piorar, notei que um dos meninos estava sofrendo com dores
terríveis nas costas e nos ombros porque estava usando, sem saber, uma mochila
de modelo anatômico feminino, curta demais para o tórax dele. Vou dar o toque
nele quando o Caminho acabar, para não desanimar o parceiro agora. No Curso
Ser Peregrino informo como deve ser utilizada a mochila e dou
indicação de qual comprar.
Dica de ouro do Vadico: Economize em outras coisas, mas
em mochila e tênis, invista no que é bom e adequado para o seu corpo.
Reta final rumo a Borda da Mata
Depois de passar pelo apoio Parada da Onça, enfrentamos mais
uma subidinha e aquela descida íngreme que faz o joelho chorar. Lá do alto, já
dava para avistar Borda da Mata.
Pegamos aquela retona em direção ao sítio que eu tanto gosto
e descemos direto para a cidade. O Caminho da Fé tem esse poder de
transformar a gente e fazer a gente valorizar cada pequena conquista.
Agora é descansar, cuidar do pé e se preparar para as
subidas de amanhã!
Se você curtiu esse relato, não esquece de passar lá no Canal
do Vadico, deixar o seu like, compartilhar com aquele amigo que sonha em
fazer o Caminho e ativar o sininho para acompanhar os próximos dias.
Link para o Curso Ser Peregrino: https://hotmart.com/pt-br/marketplace/produtos/ser-peregrino/C101218346Y
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Link para o vídeo no Youtube:
Bom Caminho!
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