Meu 3° dia no Caminho da Fé a Pé – de Taguá a Inconfidentes, Pernas Aliviadas, Pão com Linguiça e os Desafios de Planejamento
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Hoje vou contar para vocês como foi o terceiro dia da minha
jornada no Caminho da Fé. Depois de puxadas intensas nos primeiros dias
da peregrinação, o plano de hoje era dar um leve descanso para as
pernas, encarando um trecho mais tranquilo, mas cheio de boas surpresas,
reencontros e, claro, aquela gastronomia clássica do interior que a gente tanto
ama.
A Melhor Pousada do Caminho e a Magia dos Reencontros
O dia começou com o coração aquecido logo na saída.
Estávamos nos despedindo da pousada Santa Catarina do Seu Zacarias e da Dona
Sônia. Olha, de coração: de longe a melhor pousada em que já fiquei no Caminho!
A energia do lugar, o carinho deles e a estrutura são simplesmente acolhedor.
O Caminho tem disso: você sai de casa sozinho, mas nunca
caminha só. Logo na saída, a nossa turma se uniu a mais dois peregrinos que na
noite anterior, passamos horas jogando conversa fora, e logo no início do dia um
deles já matou umas dúvidas enormes que eu tinha sobre como agir em certas
situações familiar minha. É puro aprendizado diário!
O Trecho do Dia: Poupando as Pernas Rumo a Crisólia
O planejamento para esse terceiro dia era fazer 25 km até
Inconfidentes. A grande vantagem desse trecho é a altimetria mais baixa. As
subidas e descidas são bem mais leves, sem nenhum "morro puxado" para
massacrar o corpo. É o dia perfeito para dar uma relaxada e poupar as
articulações, porque eu sei bem que de Inconfidentes para frente o bicho pega
de verdade!
Começamos o dia com um visual lindo, um céu diferente com
nuvens e um sol manso que logo começou a dar as caras. Passamos por lugares
mágicos: pontezinhas, chacrinhas no meio do nada com uma energia boa demais e
moradores simpáticos saindo para caminhar e dando aquele "bom dia"
acolhedor.
Depois da estrada de terra, pegamos um trecho de asfalto em
direção a Crisólia. Eu já tinha feito o Caminho da Fé a Pé em 2003 e
2018 e, na época, esse trecho ainda era terra. Para ser sincero, eu
particularmente não curto muito caminhar no asfalto, mas é uma pista bem
tranquila e quase não passa carro. Logo o asfalto virou bloquete e entramos na
charmosa Crisólia.
💡 DICA DE OURO DO
VADICO: Planejamento e Pousadas
Durante a caminhada, fiquei pensando muito em como a galera
se mata para se programar. Minha recomendação é: trace os seus trechos de
acordo com a sua capacidade real e com o que você treinou (seja 20k, 25k ou
30k). Não siga cegamente as sugestões fixas do site oficial. Use-as apenas como
uma base e organize o roteiro conforme suas pernas aguentarem.
E um aviso crucial: está muito difícil achar pousada
em cima da hora! Estamos dividindo o trecho com um grupo grande de peregrinos
que veio de Brasília, e as vagas estão escassas. Se você está vindo em cidades
menores, agende tudo antes para não passar aperto!
Parada Obrigatória em Ouro Fino: O Menino da Porteira e o
Pão com Linguiça
Deixamos Crisólia para trás, voltamos para a terra e
encaramos mais 6 km até Ouro Fino. Chegando na cidade pelo asfalto, demos de
cara com o famoso monumento do Menino da Porteira.
Ali a parada é obrigatória: fomos direto para a Parada da
Manu comer o tradicional pão com linguiça. Que parada top! Sentamos com
toda a galera para recuperar as energias. Saindo dali, ainda deu para admirar a
arquitetura local, incluindo um casarão de 1908 e a Igreja de Ouro Fino, que na
minha opinião é uma das mais bonitas de todo o Caminho.
Reta Final para Inconfidentes: O Sol Judia, mas o Pastel
Salva!
Saindo de Ouro Fino, tínhamos mais 10 km (cerca de uma hora
e meia) até o destino final do dia. Esse pedaço do trajeto é magnífico, com uma
subida linda e um visual de vales que impressiona. No meio do caminho, passamos
pelo Sítio Arco-Íris — um lugar extremamente bem cuidado e bonitinho que chama
a atenção de qualquer um.
Faltando apenas 2 km para Inconfidentes, o cansaço acumulado
e o sol — que resolveu castigar bastante no final — começaram a pesar. Mesmo
sem morros pesados, o calor desgasta muito o peregrino.
Mas a meta do dia estava traçada: chegar em Inconfidentes e
ir direto para o Bar do Maurão. O objetivo? Saborear aquele famoso
pastel com massa de farinha de milho e tomar uma cervejinha artesanal para
refrescar. Acabou que não rolou a cerveja no momento, mas o pastel de milho
compensou cada gota de suor. Faz parte da experiência!
Termino o terceiro dia com 25 km na conta, pernas poupadas e
a alma renovada para os desafios reais que começam amanhã.
E você, está planejando fazer o Caminho? Deixe seu comentário aqui embaixo e não se esqueça de reservar suas pousadas com antecedência!
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Bom Caminho!
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